De acordo com Yuri Silva Portela, a humanização em saúde é um valor que, quando abraçado coletivamente, multiplica seus efeitos de forma extraordinária. Um médico comprometido com o cuidado humanizado já faz uma diferença significativa na vida de seus pacientes. Uma equipe inteira de profissionais de diferentes áreas, guiada por esse mesmo valor e atuando de forma coordenada, tem o potencial de transformar comunidades.
O fundador do projeto social Humaniza Sertão, doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em Geriatria, com ampla expertise na área, reuniu mais de 20 voluntários de distintas especialidades para provar que esse potencial pode se tornar realidade, mesmo nas regiões mais remotas do país. Neste artigo, você vai conhecer como o trabalho coletivo e humanizado do Humaniza Sertão impacta vidas, por que a diversidade de especialidades fortalece o cuidado e o que esse modelo tem a ensinar sobre saúde e solidariedade. Acompanhe!
O que torna o trabalho coletivo tão poderoso no cuidado à saúde?
No momento em que profissionais de diferentes áreas se unem em torno de um objetivo comum, algo notável acontece. As limitações de cada especialidade isolada são compensadas pelas capacidades das demais, e o resultado é um cuidado que supera o que qualquer um desses profissionais conseguiria oferecer sozinho. No campo da saúde, essa sinergia tem efeitos concretos e mensuráveis na qualidade do atendimento e nos resultados dos pacientes.
Segundo Yuri Silva Portela, construir e manter uma equipe multidisciplinar coesa e motivada é um dos maiores desafios e, ao mesmo tempo, uma das maiores conquistas do Humaniza Sertão. Profissionais voluntários que abdicam de um dia do seu tempo pessoal para servir comunidades vulneráveis precisam de muito mais do que boa vontade. Precisam de organização, propósito compartilhado e a certeza de que seu esforço está gerando impacto real.
Quais profissionais compõem a equipe do Humaniza Sertão?
A diversidade da equipe do Humaniza Sertão é um dos elementos mais impressionantes do projeto e é um reflexo direto da visão integral de cuidado que o orienta. O projeto reúne profissionais de áreas que raramente atuam juntas no contexto da saúde convencional, criando uma experiência de atendimento única para as comunidades beneficiadas.
Yuri Silva Portela evidencia que entre os voluntários estão fisioterapeutas, que trabalham a mobilidade e a prevenção de quedas. Dentistas oferecem atendimento odontológico a pessoas que frequentemente nunca tiveram acesso a esse cuidado. Psicólogos acolhem demandas emocionais que muitas vezes se escondem por trás de queixas físicas. Neuropsicopedagogos avaliam aspectos cognitivos relevantes para a saúde mental dos atendidos. Advogados orientam sobre direitos, especialmente importantes para idosos vulneráveis que frequentemente desconhecem a proteção legal a que têm direito. Nutricionistas orientam sobre alimentação saudável e adequada às condições clínicas de cada paciente. E também os barbeiros, com seu trabalho aparentemente simples, mas profundamente simbólico, devolvem dignidade e autoestima a pessoas que muitas vezes haviam perdido o contato com esse cuidado básico.
Por que a saúde bucal e a autoestima também são saúde?
Um dos aspectos mais reveladores do modelo do Humaniza Sertão é a inclusão de profissionais como dentistas e barbeiros na equipe de voluntários. Essa escolha reflete uma compreensão sofisticada do que significa saúde integral e de como dimensões aparentemente secundárias do cuidado têm impacto profundo no bem-estar geral do idoso.

Yuri Silva Portela frisa que a saúde bucal, por exemplo, está diretamente relacionada à nutrição, à comunicação, à autoestima e à saúde cardiovascular. Idosos com problemas dentários não tratados frequentemente evitam determinados alimentos, têm dificuldade para se expressar socialmente e desenvolvem condições sistêmicas que poderiam ser prevenidas com cuidado odontológico regular. Levar atendimento dentário a comunidades que raramente têm acesso a esse serviço é, portanto, um ato de cuidado com consequências que se estendem por toda a saúde do paciente.
Como a assistência material complementa o cuidado em saúde?
O Humaniza Sertão reconhece que o cuidado com a saúde não pode ser desvinculado das condições materiais de vida das pessoas atendidas. Por isso, além dos atendimentos profissionais, o projeto distribui cestas básicas e fraldas para famílias em situação de vulnerabilidade. Essa dimensão assistencial não é um apêndice do projeto. É parte integrante de sua filosofia de cuidado integral.
Famílias que passam por insegurança alimentar não conseguem seguir orientações nutricionais adequadas. Idosos que não têm acesso a fraldas enfrentam situações de constrangimento que afetam sua mobilidade, sua higiene e sua participação social. À medida que o projeto cobre essas necessidades básicas, ele cria as condições para que o atendimento de saúde seja verdadeiramente eficaz. O cuidado começa pelo reconhecimento da realidade concreta de cada pessoa.
O impossível se torna possível quando o coletivo se move
O Humaniza Sertão demonstra que iniciativas coletivas, quando bem organizadas e guiadas por valores claros, têm o poder de transformar realidades que parecem intratáveis. Vinte profissionais voluntários, um dia por mês, em comunidades remotas do sertão cearense. Na teoria, pode parecer pouco. Na prática, tem transformado a vida de centenas de pessoas que nunca tiveram acesso ao cuidado que merecem.
Essa é a força do cuidado coletivo e humanizado que o doutor Yuri Silva Portela lidera e inspira. Um projeto que começou com uma convicção simples e poderosa: de que toda pessoa, independentemente de onde viva, merece ser cuidada com excelência, afeto e dignidade.
Conheça o Humaniza Sertão, compartilhe sua história e considere como você pode contribuir para que iniciativas como essa continuem existindo e crescendo. O cuidado começa com consciência, e a consciência começa com informação.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
