Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, considera que a presença da Liderroll na OTC Houston 2024 marca um momento de transição tecnológica para a engenharia de dutos. Isso reflete as preocupações globais com a integridade estrutural e a sustentabilidade. Em 2026, as reflexões de Paulo Roberto Gomes Fernandes durante aquele evento consolidam-se como o roteiro da modernização do setor, em que a automação e a robotização deixaram de ser tendências para se tornarem requisitos operacionais básicos.
Durante a OTC 2024, a Liderroll identificou uma mudança profunda no conceito da engenharia de petróleo: a substituição do foco puramente construtivo pela gestão inteligente do ciclo de vida dos ativos. Com a malha de transporte dos Estados Unidos em constante expansão e a necessidade de preservar instalações antigas, a tecnologia brasileira de roletes em polímeros de alta performance ganhou novo fôlego. Ela se posicionou como a solução definitiva para evitar a corrosão e isolar eletricamente os dutos em relação ao solo.
Automação, robotização e sensores de fadiga
Para Paulo Roberto Gomes Fernandes, a feira revelou um setor obstinado em reduzir o fator humano em operações críticas, especialmente no offshore. A tendência observada incluiu:
- Sistemas sinterizados e poliméricos: novos materiais que garantem leveza e resistência à corrosão, superando o aço em ambientes agressivos;
- Detecção de fadiga por vibração: a integração de softwares e sensores capazes de prever falhas estruturais antes que ocorram vazamentos, um campo em que a Liderroll já atua com seus sistemas de monitoramento;
- Transição energética gradual: a percepção de que, apesar do avanço das renováveis, os motores a combustão e o petróleo continuarão centrais por décadas, exigindo que a infraestrutura existente seja mantida com tecnologia de ponta.
O “capítulo oculto” da regulamentação de dutos
Um dos pontos mais enfáticos levantados por Fernandes é a ausência de normas específicas para acessórios de dutos (como suportes e roletes) no regulamento de dutos terrestres da ANP. Em 2024, a Liderroll utilizou a vitrine de Houston para demonstrar que o que parece um detalhe secundário é, na verdade, o coração da integridade operacional. Ao isolar o duto da terra e permitir sua movimentação livre, os suportes da Liderroll eliminam os pontos de corrosão localizada e estendem a vida útil dos terminais aquaviários e pipe-racks.

Como a Liderroll se torna a principal referência em segurança e eficiência tecnológica até 2026?
A transição das tendências observadas na OTC 2024 para a realidade operacional de 2026 consolida a Liderroll como a principal referência em segurança e eficiência tecnológica no setor. A robotização operacional evoluiu para as Spool Bases Inteligentes, eliminando o fator humano de áreas de risco e zerando acidentes críticos. O uso de novos polímeros (RPAP e RMOPAP) baniu a corrosão e a necessidade de trocas constantes de equipamentos, enquanto a implementação estratégica de sensores de vibração agora permite uma gestão preditiva sem precedentes da integridade em túneis e píeres.
De acordo com Paulo Roberto Gomes Fernandes, a liderança da empresa na conformidade normativa e na defesa de normas específicas para acessórios assegura uma padronização e segurança jurídica rigorosa em todas as inspeções. Isso transforma as visões de mercado de 2024 no novo padrão ouro para a infraestrutura global em 2026.
Perspectiva para 2026: Mercado de conservação em alta
Como conclui Paulo Roberto Gomes Fernandes, em 2026, a visão apresentada em Houston reflete-se no aumento de contratos de retrofit e conservação. A Liderroll consolidou-se no mercado americano e europeu não apenas como uma construtora de túneis, mas como uma consultora de integridade.
Portanto, o recorde de público na OTC 2024 foi o catalisador para que as soluções brasileiras de baixo atrito e alta durabilidade fossem adotadas como padrão em grandes hubs logísticos, provando que a “boa engenharia” é aquela que se paga ao longo de décadas de operação segura.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
