O cancro da mama nos homens é uma condição pouco frequente. Contudo, isso não deve ser interpretado como um indicador de que alterações na região do peito podem ser negligenciadas. Segundo o Dr. Vinicius Rodrigues, a baixa incidência da doença na população masculina pode contribuir para que sinais como nódulos, alterações na pele ou mudanças no mamilo sejam atribuídos a outras causas e não sejam alvo de uma investigação imediata. A falsa perceção de que o cancro da mama é uma doença exclusivamente feminina pode também dificultar a deteção precoce dos sinais da doença.
Atualmente, não existe um programa de rastreio populacional equivalente ao realizado para as mulheres. Por esse motivo, torna-se ainda mais importante identificar as alterações que requerem avaliação médica. Compreenda os principais sinais e sintomas do cancro da mama nos homens, os serviços aos quais o doente deve recorrer e o procedimento de investigação de alterações na região mamária.
Como é que a perceção social interfere no reconhecimento dos sintomas?
A associação entre o cancro da mama e a população feminina faz com que muitos homens nem sequer considerem a possibilidade de desenvolver a doença. Perante nódulos ou outras alterações na região do tórax, é comum que estes sinais sejam atribuídos a outras causas, o que pode atrasar a procura de avaliação médica.
De acordo com o Dr. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, esta perceção também influencia o comportamento perante os sintomas. Quando o doente não reconhece que uma alteração mamária pode exigir investigação, tende a adiar a consulta, favorecendo a identificação da doença em estádios mais avançados. Perante o exposto, o aumento da informação sobre o cancro da mama masculino constitui uma forma de estimular uma resposta mais adequada perante sinais suspeitos.
A ausência de rastreio populacional e o papel da investigação
Ao contrário do modelo utilizado para as mulheres, não existe um programa de rastreio populacional para o cancro da mama masculino. A baixa incidência desta doença entre os homens não justificaria, do ponto de vista da saúde pública, a implementação de exames de rotina para toda a população masculina.
Conforme observado pelo Dr. Vinicius Rodrigues, a identificação da doença nos homens depende quase exclusivamente do reconhecimento dos sinais de alerta e da procura ativa de avaliação médica. Este facto reforça ainda mais a importância de ultrapassar a perceção equivocada de que esta condição não os pode afetar.
É imprescindível salientar que as alterações mamárias nos homens não devem ser apenas acompanhadas sem investigação. Quando existe um sinal sugestivo, como um nódulo persistente ou uma alteração no mamilo, a abordagem passa por uma avaliação diagnóstica individualizada, não se limitando a um rastreio. Nestes casos, o médico pode indicar exames
