Antonella Giancoli destaca as torres de San Gimignano, erguidas entre os séculos XI e XIII por famílias nobres e mercantis que competiam por riqueza e poder dentro dos muros da cidade. Ao todo, chegaram a somar cerca de setenta e duas construções, das quais restam hoje apenas catorze
Vista de longe, San Gimignano ainda projeta o perfil que lhe rendeu comparações com uma “Manhattan medieval”: um conjunto de torres de pedra que se ergue acima dos telhados, em meio às colinas da Toscana.
Antonella Giancoli, responsável pela curadoria italiana da Benarrivati, aponta que entender por que essas torres existem muda a forma como uma família enxerga a cidade. San Gimignano deixa de ser apenas mais um centro histórico preservado e passa a revelar, em sua própria arquitetura, as disputas de poder que marcaram sua história medieval.
Torres como símbolo de status entre famílias rivais
Durante a Idade Média, San Gimignano prosperou como importante ponto de passagem na Via Francigena, rota percorrida por peregrinos que viajavam de e para Roma.
Entre os séculos XI e XIII, famílias nobres e representantes da alta burguesia mercantil que controlavam a cidade construíram casas-torres fortificadas que também funcionavam como demonstração pública de riqueza e poder. Algumas chegavam a cerca de cinquenta metros de altura.
San Gimignano chegou a reunir provavelmente 72 dessas construções. A partir do século XIV, períodos de fome, peste e declínio econômico reduziram a população e alteraram a dinâmica da cidade, que passou ao controle de Florença em 1353. Hoje, catorze torres permanecem de pé.
Por que apenas catorze sobreviveram até hoje
Para Antonella, contar a origem dessas construções antes de simplesmente admirá-las de longe é o que transforma a visita em algo mais do que uma parada fotográfica em uma cidade toscana murada.
“San Gimignano costuma entrar no roteiro como uma parada entre Siena e Florença, e muita gente não imagina que aquelas torres também funcionavam como demonstrações de riqueza e poder entre famílias rivais. Gosto de mostrar o perfil da cidade de longe e explicar que restam apenas catorze das cerca de setenta e duas originais, para que a visita já comece com esse contexto, e não só com a próxima parada para foto”, sublinha Antonella Giancoli.
Uma cidade pequena que pede tempo, não pressa
Depois da explicação sobre as torres, a curadoria da Benarrivati pode reservar espaço para conhecer também a produção vinícola ao redor da cidade, especialmente a Vernaccia di San Gimignano DOCG, vinho branco diretamente ligado ao território.
A proposta é evitar que San Gimignano seja tratada apenas como uma breve parada entre outros destinos toscanos e permitir que a história medieval, a paisagem e a produção local apareçam dentro do mesmo percurso.
Entender a rivalidade que ajudou a erguer aquelas torres é, para Antonella, o tipo de contexto histórico que transforma uma parada rápida de roteiro em uma visita lembrada por razões que vão além da fotografia do perfil da cidade ao longe.
Sobre a Benarrivati
Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.
