A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) reforçou, a 9 de outubro de 2026, o alerta dirigido aos detentores de aves em Portugal para a adoção de medidas de biossegurança contra a gripe aviária. A comunicação integra a campanha europeia NoBirdFlu, promovida pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) e pela Comissão Europeia.
A iniciativa procura chamar a atenção dos responsáveis por explorações avícolas e por aves domésticas para procedimentos simples que podem ajudar a impedir a entrada do vírus nas instalações. A orientação tem caráter preventivo e, nesta publicação específica da DGAV, não são apresentados dados sobre novos focos de gripe aviária em Portugal.
Campanha recomenda proteção das aves domésticas
Segundo a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, os detentores devem adotar medidas que dificultem o contacto entre as aves de criação e as aves selvagens. Esta separação é uma das principais formas de reduzir as oportunidades de introdução de agentes infecciosos nas explorações.
Entre as recomendações divulgadas estão a manutenção das aves selvagens afastadas, a reparação de fendas e redes dos galinheiros e o reforço da proteção física das instalações. A DGAV aconselha ainda a separação de diferentes espécies de aves, uma prática que contribui para limitar a circulação de doenças entre grupos distintos dentro da mesma exploração.
As medidas devem ser observadas tanto por produtores profissionais como por pessoas que mantêm aves em pequena escala. A dimensão da exploração não elimina a necessidade de cuidados básicos: barreiras danificadas, acessos desprotegidos ou a convivência entre espécies podem aumentar os riscos sanitários e dificultar a contenção de eventuais problemas.
Por que a biossegurança é importante
A biossegurança reúne procedimentos destinados a prevenir a entrada e a disseminação de doenças numa exploração. No caso da gripe aviária, a aplicação consistente dessas práticas ajuda a proteger a saúde das aves, a reduzir possíveis perdas para os criadores e a preservar a continuidade da produção avícola.
A prevenção também tem impacto na sustentabilidade das explorações. Quando uma doença se instala, podem surgir consequências para o bem-estar animal, para a atividade dos produtores e para a segurança das cadeias de abastecimento. Por isso, a verificação regular das instalações e a correção de vulnerabilidades devem fazer parte da rotina de quem mantém aves.
Manter redes e estruturas em bom estado, impedir a aproximação de aves selvagens e evitar a mistura desnecessária de espécies são ações de execução direta. Embora não substituam as orientações oficiais ou as obrigações sanitárias aplicáveis, estas práticas formam uma primeira linha de proteção no espaço onde as aves são alojadas.
Orientação portuguesa integra esforço europeu
A campanha NoBirdFlu enquadra-se numa ação de comunicação de âmbito europeu. Na página dedicada à iniciativa, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos disponibiliza informação relacionada com a prevenção da gripe aviária e com a proteção das aves.
A participação da DGAV permite adaptar esta mensagem ao contexto dos detentores de aves em Portugal. A autoridade veterinária nacional funciona, assim, como referência para a divulgação de recomendações dirigidas às explorações e para o reforço da atenção dos criadores perante riscos que podem afetar a saúde animal.
O alerta não deve ser interpretado como anúncio de um novo surto no país. A informação publicada a 9 de outubro centra-se na prevenção e na necessidade de manter boas práticas de biossegurança, sem indicar, nessa comunicação, a existência de novos focos em território português.
Cuidados a observar nas explorações
Para os detentores de aves, a recomendação passa por inspecionar regularmente galinheiros, redes e restantes barreiras físicas. Fendas ou zonas abertas devem ser reparadas para reduzir o acesso de aves selvagens. Também é importante manter as diferentes espécies separadas e assegurar que as instalações oferecem proteção adequada às aves alojadas.
A aplicação destas medidas deve ser contínua, e não apenas uma resposta a notícias sobre a doença. A prevenção depende da combinação de vários cuidados e da atenção às condições concretas de cada exploração. Em caso de dúvidas ou de alterações sanitárias nas aves, os detentores devem acompanhar as indicações das autoridades veterinárias competentes.
Com o reforço da campanha NoBirdFlu, a DGAV pretende colocar a biossegurança no centro da prevenção da gripe aviária em Portugal. A mensagem dirigida aos criadores é clara: proteger as instalações, reduzir o contacto com aves selvagens e separar espécies são passos essenciais para diminuir riscos e contribuir para a proteção da produção avícola.
