Engenheiros do Exército aceleram licenciamento para oleoduto no túnel da Linha 5 em Michigan

Diego Velázquez
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O licenciamento do oleoduto no túnel da Linha 5 em Michigan avança com apoio do Exército, com Paulo Roberto Gomes Fernandes.

De acordo com Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, o projeto do túnel sob o Estreito de Mackinac, que abrigará um trecho de sete quilômetros da Linha 5, recebeu um novo impulso com a aceleração do cronograma de aprovação ambiental. Uma vez que a companhia brasileira detém a patente essencial para o lançamento de dutos em túneis. O acordo entre o governo de Michigan e a gigante canadense Enbridge visa substituir o duto atual, que opera há 65 anos no leito do lago com riscos estruturais, por uma solução subterrânea a 30 metros abaixo do fundo dos Grandes Lagos.

Por que o projeto é considerado um desafio extremo de engenharia?

A construção do túnel, orçada em US$ 750 milhões, apresenta complexidades geográficas raras. O traçado possui descidas e subidas acentuadas ao longo dos sete quilômetros, onde será instalado um tubo de 36 polegadas. A tecnologia da Liderroll é fundamental para garantir a integridade do duto durante o lançamento em tais condições. Segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, o túnel é a alternativa mais segura para proteger o abastecimento de água de diversas cidades nos Estados Unidos e no Canadá, superando a vulnerabilidade do sistema antigo.

A revisão do projeto foi encurtada após a declaração de estado de emergência energética nacional. Shane McCoy, do Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA, informou que os procedimentos de licenciamento emergencial estão sendo aplicados para truncar os prazos de coordenação. Embora a decisão final estivesse prevista para 2026, a expectativa agora é que um rascunho da declaração de impacto ambiental seja emitido já em junho, permitindo uma resposta mais célere à necessidade de segurança da infraestrutura de transporte de petróleo e gás.

Qual a importância da Linha 5 para a segurança energética regional?

A Linha 5 possui 1.033 quilômetros de extensão e transporta diariamente cerca de 93 milhões de litros de petróleo e gás natural líquidos. Refinarias e instalações de propano em toda a região dos Grandes Lagos dependem dessa matéria-prima. Ademais, a Enbridge defende que o túnel foi projetado para tornar um ativo vital ainda mais seguro, garantindo o fornecimento de energia para milhões de pessoas enquanto elimina o risco de danos causados por âncoras de navios no leito do lago.

A Liderroll tem participado ativamente das discussões técnicas e audiências públicas na América do Norte, apresentando sua experiência em lançamentos de dutos em ambientes desafiadores. Paulo Roberto Gomes Fernandes destaca que a empresa forneceu dados técnicos para embasar a segurança da solução via túnel, enfrentando as resistências de grupos ambientalistas e comunidades indígenas. A expertise brasileira, consolidada em obras como o Gastau, serve como referência internacional para provar que é possível conciliar grandes obras de infraestrutura com a proteção rigorosa de ecossistemas sensíveis.

A Linha 5 em Michigan entra em nova fase de licenciamento analisada por Paulo Roberto Gomes Fernandes.
A Linha 5 em Michigan entra em nova fase de licenciamento analisada por Paulo Roberto Gomes Fernandes.

Quais são os próximos passos jurídicos e regulatórios do projeto?

Apesar da aceleração pelo Corpo de Engenheiros, o projeto ainda enfrenta contestações de comunidades indígenas, como a Tribo Bay Mills, que planeja levar a decisão à justiça. Katie Otanez, gerente de projetos regulatórios, afirmou que a Lei Nacional de Política Ambiental (NAPA) continua sendo rigorosamente avaliada. Os procedimentos de emergência garantem 15 dias para consulta pública após o rascunho da agência, e uma decisão final poderá ser emitida 30 dias após a declaração definitiva de impacto ambiental, buscando uma resolução legalmente defensável.

A patente da Liderroll para lançamento de dutos em túneis resolve o problema do atrito e da movimentação de tubos de grande diâmetro em trajetos com inclinações severas. Paulo Roberto Gomes Fernandes observa que, sem os roletes motrizes e os suportes côncavos patenteados, a instalação de um tubo de 36 polegadas a 30 metros sob o fundo do lago seria tecnicamente inviável ou excessivamente arriscada. Portanto, a inovação brasileira não apenas viabiliza a obra, mas atua como o principal garantidor da integridade mecânica do oleoduto durante sua fase de montagem em ambiente confinado.

Qual a perspectiva da Liderroll para a conclusão do túnel em 2026?

Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, resume o otimismo quanto à aprovação final e ao início das operações técnicas. Portanto, a companhia brasileira permanece de prontidão para fornecer sua tecnologia e assessoria técnica de elite assim que as licenças finais forem concedidas. O objetivo da Liderroll em 2026 é cravar mais um marco na engenharia mundial, demonstrando que a tecnologia nacional é a solução definitiva para os projetos de infraestrutura mais complexos e vigiados do planeta.

Autor: Abidan Santos

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