De acordo com o empresário João Eustáquio de Almeida Junior, a agricultura ocupa um papel central nas estratégias globais de combate à fome, uma vez que está directamente ligada à produção, à distribuição e ao acesso aos alimentos. Ao longo das últimas décadas, a agricultura deixou de ser vista apenas como uma actividade produtiva e passou a integrar debates sobre desenvolvimento social, rendimento e inclusão.
Até porque, quando bem estruturada, contribui para reduzir a insegurança alimentar, fortalecer as economias locais e garantir o abastecimento contínuo. Tendo isto em conta, compreender a relação entre políticas agrícolas, produtividade e segurança alimentar é essencial para enfrentar um dos principais desafios sociais da actualidade. Por isso, continue a leitura e veja de que forma as políticas públicas e a eficiência produtiva influenciam o acesso aos alimentos.
A agricultura como base do acesso aos alimentos
A agricultura é o ponto de partida de toda a cadeia alimentar. Assim, sem uma produção regular e diversificada, não é possível assegurar alimentos em quantidade e qualidade suficientes para a população. Desta forma, os países que investem em políticas agrícolas consistentes tendem a apresentar maior estabilidade no abastecimento interno, reduzindo a dependência de importações e os riscos de escassez. Além disso, a actividade agrícola gera emprego, rendimento e desenvolvimento regional.

Segundo João Eustáquio de Almeida Junior, esse impacto económico contribui para que mais famílias tenham condições de adquirir alimentos, ampliando o acesso para além da simples disponibilidade. Ou seja, o fortalecimento da produção rural cria um ciclo positivo, no qual produtividade e inclusão social caminham lado a lado. Outro ponto relevante é a diversidade produtiva. Sistemas agrícolas que incentivam diferentes culturas ajudam a aumentar a oferta de alimentos variados, o que melhora a qualidade nutricional da alimentação da população.
Como as políticas agrícolas influenciam o combate à fome?
As políticas agrícolas desempenham um papel decisivo na forma como a agricultura se desenvolve, conforme salienta João Eustáquio de Almeida Junior, empresário que iniciou a sua actividade na agropecuária aos 17 anos e que actua há 30 anos no sector. Incentivos financeiros, crédito agrícola, assistência técnica e investimentos em infra-estruturas são alguns dos instrumentos que impactam directamente a produtividade e a eficiência do sector.
Dito isto, quando bem planeadas, essas políticas reduzem os custos de produção e facilitam o escoamento das colheitas, evitando perdas e garantindo que os alimentos cheguem aos mercados consumidores. Assim, políticas públicas alinhadas com as necessidades do produtor agrícola aumentam a competitividade do sector e fortalecem o abastecimento interno. Por outro lado, a ausência de orientações claras pode gerar desequilíbrios, como concentração da produção, desperdício e aumento dos preços.
Produtividade agrícola e segurança alimentar caminham juntas?
A produtividade é um dos pilares da agricultura moderna. Nesse sentido, produzir mais, com eficiência e responsabilidade, permite responder à crescente procura por alimentos sem pressionar excessivamente os recursos naturais. Isto é fundamental para garantir a segurança alimentar a longo prazo. Segundo o empresário João Eustáquio de Almeida Junior, os avanços tecnológicos, o maneio adequado do solo e o uso racional de factores de produção contribuem para o aumento da produtividade.
Ou seja, investir em inovação no meio rural é uma das formas mais eficazes de ampliar a oferta de alimentos e reduzir custos, tornando-os mais acessíveis à população. No entanto, a produtividade não se resume ao volume. A qualidade da produção, a redução das perdas pós-colheita e uma logística eficiente são factores que complementam este conceito e reforçam o papel da agricultura no combate à fome.
Estratégias agrícolas que aumentam o acesso aos alimentos
Por fim, existem várias estratégias agrícolas que contribuem directamente para o combate à fome. Algumas destacam-se pelos seus impactos sociais e económicos mais amplos:
- Fortalecimento da agricultura familiar: pequenas e médias explorações agrícolas são responsáveis por grande parte dos alimentos que chegam à mesa da população. Incentivar este segmento aumenta a produção local e reduz as desigualdades regionais.
- Investimento em infra-estruturas rurais: estradas, sistemas de armazenamento e transporte adequados reduzem perdas e garantem que os alimentos cheguem aos centros de consumo com menores custos.
- Acesso ao crédito e à tecnologia: linhas de financiamento e apoio técnico permitem que os produtores aumentem a produtividade e adoptem práticas mais eficientes.
- Programas de compra institucional: iniciativas que ligam produtores a escolas e programas sociais ajudam a garantir mercado para a produção e alimentos para quem mais precisa.
Estas acções, quando articuladas, potenciam o impacto da agricultura no acesso aos alimentos e contribuem para a redução estrutural da fome.
Autor: Abidan Santos
