Hugo Galvão de França Filho, empresário e fundador da Enjoy Pets, observa uma transformação na forma como os portugueses e brasileiros se relacionam com os seus animais de companhia. O animal de estimação deixou de ser um elemento secundário no lar para ocupar um lugar central nas decisões de consumo da família, redefinindo o mercado de uma ponta à outra.
Neste artigo, serão analisadas as principais tendências que deverão moldar o comportamento do consumidor pet nos próximos anos, com implicações diretas para lojistas, marcas e distribuidores do setor.
Porque continua o mercado pet a crescer mesmo em períodos de crise?
O mercado pet tem demonstrado uma notável capacidade de resistência perante cenários económicos adversos. Isto acontece porque a ligação afetiva entre os tutores e os seus animais transforma a despesa com produtos e serviços pet numa prioridade de consumo, e não num gasto facilmente eliminável. O animal é encarado como um membro da família, e esta perceção sustenta a procura mesmo quando outros setores registam retração.
Hugo Galvão refere que esta dinâmica cria um ambiente favorável para produtos e serviços com propostas de valor mais sofisticadas. Quanto mais o tutor vê o animal como um dependente afetivo, maior é a predisposição para investir em saúde, nutrição, conforto e experiências que contribuam para o seu bem-estar.
Quais são as tendências mais relevantes no comportamento do consumidor pet?
A humanização dos animais de companhia é a tendência mais abrangente e continua a aprofundar-se. Esta manifesta-se na procura por alimentos naturais e funcionais, seguros de saúde para animais, vestuário personalizado e acessórios que refletem o estilo de vida dos tutores. Produtos que anteriormente pertenciam exclusivamente ao universo humano estão a ser adaptados de forma natural ao universo pet.
Hugo Galvão de França Filho, especialista em marketplaces e crescimento das vendas online, destaca que a digitalização do consumo pet representa uma tendência estrutural. O comércio eletrónico dedicado ao setor pet registou um crescimento expressivo nos últimos anos e consolidou novos hábitos de compra. Plataformas como www.enjoypets.com.br posicionam-se neste espaço, oferecendo acesso conveniente a produtos de qualidade com entregas eficientes.
Como está a saúde preventiva a transformar o mercado de produtos pet?
O conceito de saúde preventiva, já amplamente consolidado no universo humano, está a ganhar cada vez mais relevância no mercado pet. Tutores mais informados procuram suplementos, probióticos, alimentos funcionais e produtos direcionados para a longevidade dos animais, não apenas para o tratamento de doenças já instaladas. Esta mudança de mentalidade amplia significativamente o portefólio de produtos com potencial de crescimento.
Hugo Galvão observa que os lojistas que antecipam esta procura e estruturam os seus catálogos com soluções focadas na saúde e no bem-estar ganham vantagem competitiva. A categoria de suplementação para animais de companhia ainda é relativamente recente, mas cresce a um ritmo acelerado, impulsionada por tutores que procuram oferecer aos seus animais os mesmos cuidados que adotam para si próprios.
De que forma a sustentabilidade influencia as escolhas do consumidor pet?
A preocupação ambiental está a ganhar força no mercado pet. Consumidores mais conscientes valorizam cada vez mais marcas que utilizam ingredientes rastreáveis, embalagens recicláveis, processos produtivos sustentáveis e cadeias de abastecimento responsáveis. Embora este movimento ainda esteja numa fase inicial, aponta claramente o caminho para os próximos anos.
Neste contexto, Hugo Galvão de França Filho, empreendedor com uma presença consolidada no setor pet, considera que a sustentabilidade deixará de ser um fator diferenciador para se tornar um requisito básico de competitividade num futuro próximo. As marcas que não adaptarem os seus processos a esta nova realidade correm o risco de perder relevância junto de um perfil de consumidor cada vez mais influente e exigente.
Como podem os lojistas preparar-se para acompanhar estas tendências?
Adaptar-se às novas tendências do consumidor pet exige mais do que alargar o catálogo de produtos. Requer inteligência de dados para identificar as categorias com maior crescimento, capacidade de curadoria para selecionar marcas alinhadas com as novas exigências do mercado e uma comunicação eficaz que converta benefícios em argumentos de compra claros e convincentes.
Hugo Galvão conclui salientando que os lojistas mais bem posicionados nos próximos anos serão aqueles que encararem estas tendências não como modas passageiras, mas como sinais de uma transformação cultural duradoura. O mercado que conseguir acompanhar esta evolução com consistência, visão estratégica e propósito será aquele que colherá os melhores resultados.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
